Praça João Lech Jr.
R. Albano de Almeida Lima / R. Barros Monteiro / R. Rocha Camargo / R. João José Tangerino
Horário: das 07h às 18h.
A área em que atualmente se encontra o “Bosque dos Alemães” foi doada ä Prefeitura de Campinas em 1928 pela San Paulo Land Company Limited, nas proximidades da então “Vila Mac Hardy”; o bosque - um resquício de mata do complexo do planalto central - passava nesta ocasião a integrar o Jardim Guanabara, em formação. No curso das décadas seguintes, a ausência de cercas ou alambrados de proteção, os cortes de algumas árvores e o acúmulo de detritos urbanos danificaram a vegetação criando-se dificuldades de preservação e renovação da cobertura vegetal. No final da década de 1970, no entanto, o “Bosque dos Alemães” mereceria um novo projeto de reurbanização, mais atento aos processos de destruição e ä urgência de se instalar mecanismos de controle e preservação da mata - uma mata que, ainda neste período, mantinha viva cerca de 80% de sua flora nativa (composta de tamboril, guaporuvu, canela-batalha, pau-de-óleo, jequitibá branco ou ainda guaçatanga, cafezinho e manduirana.
O Bosque foi cercado por alambrados e controlado por quatro portões de acesso, sendo instalados em seu interior novos equipamentos de lazer “sintonizados” com a paisagem nativa. Neste caso, foram utilizados materiais puros e regionais como o “varvito de itu” no piso, o saibro no parquinho e os troncos de madeira nos bancos; os passeios foram traçados com a intenção de reforçar a percepção da flora; os trabalhos de paisagismo se voltaram para a auxiliar a reprodução das espécies originais. Datada do final da década de 1970, a reurbanização do “Bosque dos Alemães” ou da Praça João Lech Jr nos permite conhecer e nos encantar com uma área de 20.580m2 de bosque, de inigualável significação ambiental.
Rua Moscou - Pq. São Quirino
Horário: das 07h às 18h.
Foi inaugurado no dia 06/05/1995, contando com uma área de 34.000 metros quadrados. O bosque Chico Mendes, homenageia o lider dos seringueiros da Amazônia assassinado no Acre. Possui uma quadra poliesportiva, um mini campo, equipamentos de ginástica, playground, passarela de cimento em toda extensão da área e bancos públicos. O projeto paisagístico englobou, junto com a proteção da mata nativa, a colocação de grama. Canteiros de flores e plantas ornamentais, além do plantio de 3.000 mudas de diversas espécies de árvores como Jequitibás, Caviunas e Jatobás foram acrescentados ao local.
Praça Samuel Wainer
Rua Dr. Miguel Penteado, s/nº, Jardim Guanabara
Horário: das 06h às 18h.
A área do popularmente conhecido “Bosque dos Italianos” surgiu dos planos de loteamento do Jardim Chapadão, aprovados pela municipalidade em 1927, sendo que a doação deste terreno ä municipalidade só oorreu em 1960, denominando-se na ocasião de “Parque 1” do loteamento Jardim Chapadão. Durante muitos anos, esta área coberta de densa vegetação arbórea, arbustiva e forrageira prestou-se a abrigar o “Recanto Infantil n.1” que, por dificuldades diversas, foi fechado para reformas em 1972 e extinto em 1977. A partir de então, coube ao Departamento de Parques e Jardins propor um projeto de reurbanização do Bosque, pretendendo-se associar, ä semelhança do “Bosque dos Alemães”, a criação de um novo espaço de lazer com a preservação e manutenção integral da mata nativa.
No final da década de 1970, o “Bosque dos Italianos” recebeu equipamentos de recreação, uma biblioteca e um conjunto de ações que se voltaram a preservação e manutenção da mata, entre eles a construção de novo sistema de drenagem e o tratamento paisagístico de sua sub-mata (para auxiliar a reprodução vegetal). Com um terreno de 14.411 m2, a atual Praça Samuel Wainer constitui-se em mais uma reserva de mata nativa no coração da cidade de Campinas.
Rua Cel Quirino, 02 - Bosque
Fone: (19) 3231-8795
O Bosque dos Jequitibás é uma das maiores e mais antigas áreas de lazer da cidade de Campinas, visitada anualmente por aproximadamente 1 milhão de pessoas. Adquirido pelo poder público municipal do Sr. Francisco Bueno de Miranda em 1915, este espaço já se constituía uma área de banhos e passeios. Atualmente o Bosque possui 10 hectares de reserva florestal nativa com várias espécies de plantas cadastradas e um zoológico com 300 espécimes de aves, répteis e mamíferos (como leões, tigres, lobo-guará, cachorro-vinagre, arara-azul, suricatas, hipopótamo, pantera, onça pintada, entre outros), uma pista de corrida, trenzinho, quiosques, lanchonetes e playground, a Casa do Caboclo (réplica em pau-a-pique de moradia rural), o Museu de História Natural, o Aquário Municipal e o Teatro Carlos Maia (especializado em teatro infantil).
Em sua trajetória centenária de espaço de lazer, o Bosque dos Jequitibás mereceu do CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) em 1970, o tombamento de seu zoológico; do CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas) em 1993, o tombamento de todo o conjunto e do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) em 1995, o reconhecimento de seu zoológico.
Rodovia Heitor Penteado, altura do km 3,2 - Vila Brandina
Fone: (19) 3252-9988.
Área da antiga fazenda Mato Dentro, depois incorporada ä Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, como Estação Experimental do Instituto Biólógico (a partir de 1937), e mais recentemente, ä Secretaria do Estado do Meio Ambiente; o Parque Ecológico nasceu de um Decreto do Governo Estadual de 1987 com o propósito de preservar e recuperar valores arquitetônicos e paisagísticos da região. Com uma área de 110 hectares e projeto paisagístico de Roberto Burle Marx, a implantação do Parque Ecológico visou a recuperação e repovoamento vegetal de uma área de 2.850.000 m² - com 1.100.000 m² aberta ao público - com espécies da flora brasileira, espécies nativas da região da bacia do rio Piracicaba e algumas espécies exóticas, em especial as palmeiras.
O Parque Ecológico abriga também exemplares tombados e restaurados da arquitetura campineira do século XIX, entre eles, o Casarão, a tulha e a capela da antiga Fazenda Mato Dentro, espaços que integram um Museu Histórico Ambiental e o desenvolvimento de diversos programas de educação ambiental. O Parque possui ainda 7 quadras poliesportivas (equipadas com vestiários), campos de futebol soçaite, quadra de bocha e malha, trilhas para caminhadas, pista de cooper, playground, áreas para piquenique, anfiteatro, e dois estacionamentos com capacidade para 1000 carros.
Trecho que liga o centro do distrito de Sousas à Estação Ambiental do distrito de Joaquim Egídio. Foi o caminho do bonde da extinta Cia. Ramal Férreo Campineiro, criada em 1894 para ligar o centro de Campinas à Fazenda das Cabras, atendendo na época as necessidades de transporte dos produtos agrícolas das fazendas da região. Hoje consolidada pela população local como área de caminhadas e passeios, o Parque insere-se nos estudos do plano gestor da Área de Proteção Ambiental Municipal para recuperação da mata ciliar do Ribeirão das Cabras, que se prolonga dentro do contexto paisagístico do parque.
Av. Heitor Penteado, 2145 - Parque Taquaral
Fone: (19) 3705-8000.
O área do Lago do Café é remanescente da antiga sesmaria do Sr. Francisco Barreto Leme, fundador oficial da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso em 1774, origem de nossa cidade. Como sesmaria, esta área foi produtora e fornecedora de milho, feijão, cana-de-açúcar e aguardente aos tropeiros que seguiam pela Estrada dos Goiáses rumo as minas de ouro de Goiás e de Mato Grosso. No final do século XVIII, estas terras se voltariam para a produção de açúcar e, em meados do século XIX, para a produção de café, integrando-se a então Fazenda Taquaral a um processo produtivo que em pouco tempo transformaria toda a história do Estado de São Paulo.
Já na década de 1940, a crise cafeeira levaria a incorporação de parte da Fazenda Taquaral ao poder da União, e mais particularmente, ao Instituto Brasileiro do Café (IBC), permanecendo estas terras por cerca de 50 anos com a função de pesquisas agrícolas. No início da década de 1990, enfim, a extinção do IBC permitiu um novo repasse: agora na forma de doação (inicialmente em regime de comodato e posteriormente em caráter definitivo) para o Poder Público Municipal, sendo constituído em 1992 o Lago do Café como um dos mais recentes espaços de lazer da cidade. Na atualidade, o Lago do Café, área com 330.000 m2, abriga importantes instituições culturais como o Museu do Café, o Arquivo Público Municipal e o Espaço Permanente de Artesanato
Parque Portugal
Av. Heitor Penteado, 1671 - Taquaral
Fone: (19) 3256-9959.
A área popularmente conhecida como “Lagoa do Taquaral” constitui-se um dos mais importantes espaços de lazer da cidade de Campinas. Integrada no passado ä histórica Fazenda Taquaral, os 33 alqueires que compõem esta área foram transformados em Parque no ano de 1972, após aquisição pela Prefeitura Municipal das terras da família Alves de Lima. Destinado ao lazer, a “Lagoa do Taquaral” reúne uma grande variedade de espaços recreativos e culturais, a começar pela Lagoa Isaura Telles Alves de Lima (com pesca permitida nos finais de semana e feriados) que oferece o uso de pedalinhos, visita a uma réplica exata da Caravela Anunciação (nau que trouxe Pedro Alvares Cabral às terras Brasileiras, com 29,65 m de comprimento por 8,64 de altura, 6 velas de tecido com a cruz da Ordem de Cristo ao centro) e espetáculo de “águas dançantes” de uma fonte sonora (nos finais de semana).
Já na extensa área verde que rodeia a lagoa principal, encontram-se bosques destinados a piquenique; viveiros de pássaros; área com aparelhos de ginástica; 2 playgrounds, lanchonete, sanitários e um percurso de 3 km de bondinhos (os mesmos que serviram Campinas até 1968). Entre os equipamentos culturais, o Parque Portugal/ Lagoa do Taquaral oferece a Concha Acústica - Auditório Beethoven (com capacidade para 2.000 pessoas); o Museu Dinâmico de Ciência; o Planetário; o relógio solar; o Centro de Vivência dos Idosos (no antigo Ginásio de Bocha) e a "Esplanada das Bandeiras" (praça destinada a eventos cívicos e culturais).
Entre os equipamentos esportivos, encontram-se o Ginásio de Esportes “Alberto Jordano Ribeiro” (com quadra de volei e basquete); o Balneário Municipal (com 3 três piscinas abertas ao público), uma pista de cooper com extensão de 2.800 m; o kartódromo “Afrânio Ferreira Jr.” (com pista de 800m e curvas sinuosas que atende exigências da Federação Paulista de Automobilismo); uma pista de aeromodelismo; uma ciclovia de aproximadamente 5km; uma pista de patinação (também usada para aulas gratuitas de aeróbica) e 16 quadras poliesportivas.
Praça Ulisses Guimarães
Av. Marechal Rondon / R. Alcides de Carvalho / Olívia Penteado / R. Presidente João Goulart
Tel.: (19) 3735-0881
Horário: das 07h às 18h
A praça Ulisses Guimarães, também conhecida como antiga Pedreira do Chapadão, tem cerca de 130 mil metros quadrados. Além de uma praça central para shows, há outras atrações, como espelho d'água com cascata, canteiros e plantas, pista de cooper e ciclismo. Em 16 de dezembro de 1994, foi inaugurado o Memorial Ulisses Guimarães. A escultura é composta por cerca de 2.000 chapas de aço recortadas e soldadas, formando o conjunto que pesa 2,5 toneladas, com 13 metros de altura. Faz parte do conjunto, uma frase de Ulisses Guimarães, marcada no chão e na parede de pedra. "Nós não viemos aqui para ter medo". A obra é do escultor Fábio Penteado.
Localizado entre as ruas Thomaz Alves, Benjamin Constant e a Avenida Anchieta, o Largo das Andorinhas era conhecido primitivamente como "Largo do Pelourinho", porque o tronco onde eram castigados os escravos ficava na "Praça da Matriz Velha", possivelmente no cruzamento das ruas Barão de Jaguara e Benjamin Constant, a uma distância aproximada de 200 metros do Largo.Testemunho de uma Campinas de fins do período imperial, esta praça possui 1.700 metros quadrados e teve vários nomes até 1945, quando foi assinado pelo prefeito Joaquim de Castro Tibiriçá o Decreto-Lei nº 311, que a denominou "Largo das Andorinhas". O nome é uma referência a um mercado de hortaliças edificado em agosto de 1886, nas proximidades da praça, e demolido em abril de 1956, o qual, depois de perder seu uso comercial (em 1908, com a inauguração do novo mercado na praça Corrêa de Melo) foi tomado pelas andorinhas durante longos anos, ficando popularmente conhecido como "Casa das Andorinhas".
Localizado entre as ruas Barão de Jaguará e Duque de Caxias e avenidas Francisco Glicério e Aquidabã, o Largo do Pará possui uma área de 9.930 metros quadrados, com coreto, chafariz e playground. O Largo do Pará teve vários nomes ao longo de sua história, sendo a primeira delas "Independência", no ano de 1848. A denominação "Pará" foi dada pela Câmara Municipal em 1896, em homenagem ao maestro Carlos Gomes, cidade onde morou e faleceu. O nome substituiu a então denominação "Largo do Tanquinho". Em 1927, por ocasião do bicentenário do café, o Largo do Pará recebeu um monumento em homenagem ao café, já que Campinas foi o mais importante centro produtor de café do país.
Finalmente, depois de receber diversas outras denominações, a nomenclatura "Pará" voltou a designar o Largo, conforme Lei nº 515, de abril de 1937. Por medidas de ordem sanitária e também em razão da modernização urbanística da cidade, o Largo do Pará foi arborizado e ajardinado em 1899, contornando-se assim os constantes carreamentos de terra provocados por chuvas fortes, ao mesmo tempo em que se marcava uma nova concepção de espaço público, pautada pela "sociabilidade laica e autônoma dos jardins", expressão-síntese da vida burguesa, urbana, industrial e moderna.
Praça Visconde de Indaiatuba
Era conhecida como "Pátio do Rosário" devido à Igreja do Rosário, ali existente desde 1817. Sempre foi um local de festividades, como as cavalhadas e solenidades públicas, como as festas em homenagem ao imperador Dom Pedro II em suas visitas a Campinas em 1848, 1875 e 1878. Joaquim Bonifácio do Amaral, o Visconde de Indaiatuba, construiu nas proximidades, um sobrado imponente, onde hospedou o imperador nas suas visitas de 1875 e 1878. A denominação de "Praça Visconde de Indaiatuba" ocorreu em 31 de janeiro de 1887 em homenagem a um dos fundadores do Colégio Culto a Ciência.O largo era um ponto de tílburis (antigos carros puxados por um cavalo) e local de grande circulação.
Em 1854 a Câmara Municipal determinava ser o Pátio do Rosário local de feiras livres. Foi na segunda metade do século XIX que a praça ganhou um projeto paisagístico, com a plantação de árvores e construção de um jardim que depois foram arrancadas para dar lugar ao busto de Campos Sales, mais tarde removido para o início da avenida com seu nome. Em 1956 o plano de urbanização de Prestes Maia previu o alargamento da Avenida Francisco Glicério resultando na demolição da Igreja do Rosário. Durante toda a sua existência o Largo do Rosário foi alvo de muitas modificações, mas sempre foi e continua sendo um dos principais pontos de reunião do centro da cidade.
Localizado entre as ruas Cônego Cipião, Duque de Caxias, Irmã Serafina e Boaventura do Amaral, na região do centro tradicional da cidade, o Largo São Benedito é testemunho das inúmeras transformações históricas, sociais e culturais pelas quais Campinas passou ao longo do tempo. Entre 1753 e 1774, o atual Largo São Benedito abrigou o Cemitério Bento do bairro rural do Mato Grosso. Nesse período, nos primórdios da formação de Campinas, este era apenas um povoado, marcado pela agricultura de subsistência. Era uma das inúmeras unidades auto-suficientes, dotadas de sociabilidade própria, que se achavam disseminadas pelo "sertão" paulista, sendo formado por moradias rurais - ranchos, sítios, fazendas - interligadas por caminhos, picadas e picadões.
A partir de 1774 (momento em que o bairro rural é elevado à condição de Freguesia), Campinas ganha uma nova dinâmica econômica, marcada pela passagem da agricultura de subsistência ao latifúndio monocultor e agro-exportador. Na esteira dessas transformações, o antigo cemitério foi renomeado como "Cemitério dos Cativos", passando a receber escravos das fazendas, primeiro de açúcar e depois de café, até 1848. A partir de 1848 passa a se chamar "Campo da Alegria" e a abrigar a forca, então transferida do Largo Santa Cruz. O Largo São Benedito transforma-se em logradouro público no ano de 1913, quando é ajardinado e arborizado. Contando com 17.040 metros quadrados, o Largo São Benedito era conhecido popularmente como "Jardim São Benedito", muito embora sua denominação oficial fosse, até 1982, "Praça D. Pedro II". Em 1982 a Câmara Municipal altera sua denominação para Praça Prof. Sílvia Simões Magro.
Localizada entre as ruas Barreto Leme, Sacramento, Barão de Jaguara e Av. Benjamin Constant, na região do "marco zero" da Vila de São Carlos, a Praça Bento Quirino é portadora das marcas históricas mais antigas de Campinas. Testemunho da transformação de Campinas de "bairro rural" em Freguesia (1774), foi nas suas imediações que, no último quarto do século XVIII, desenhou-se o traçado das primeiras ruas (então denominadas "rua de baixo", "rua do meio" e "rua de cima") do povoado. Neste momento começava a se implantar na região, grandes propriedades monocultoras, escravocratas e de caráter mercantil, voltadas para a produção de açúcar.
Entre as praças Bento Quirino e Antonio Pompeo (pequeno jardim localizado entre o Jockey Club e a Rua Tomás Alves), delimitou-se o centro tradicional da cidade, instalando-se nesta área a primeira igreja matriz, o cemitério e os principais edifícios da Freguesia. Na atual Praça Bento Quirino é ainda possível ver dois monumentos importantes: o monumento-túmulo de Carlos Gomes, obra do escultor Rodolfo Bernadelli, (há uma cópia desse monumento defronte ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro) e o monumento a Bento Quirino, obra do escultor Zeni, executada no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.
Av. Irmã Serafina - Centro
O local recebeu o nome de Carlos Gomes em 1.880, mas era utilizado na época por lavadeiras que estendiam roupas pelo capinzal depois de lavá-las no chafariz da praça. Ainda hoje é uma das áreas de lazer no Centro de Campinas. Em 1.883, foram compradas 100 palmeiras imperiais e plantadas ao redor da praça. Em 1.914, foi realizado o nivelamento e ajardinamento, bem como a construção do coreto. Começaram os primeiros concertos populares de bandas e ficou sendo o lugar preferido das famílias de Campinas.
Há no jardim dois monumentos. Um faz homenagem à Rui Barbosa e outro, à Thomás Alves. O primeiro é feito em bronze sobre pedestal de granito rosa. É uma obra do escultor italiano Ettore Ximenes. Já o de Thomás Alves é monumento de granito rosa, onde figura um pórtico ou exedra, tendo o busto em bronze do homenageado e mais três alegorias que representam respectivamente, a cidade de Campinas, a Medicina e a Gratidão. A obra é do escultor Marcelino Velez.
Provavelmente a segunda praça a se formar na cidade, um pouco mais distante do núcleo central (Largo da Matriz Velha), o Largo de Santa Cruz caracteriza-se, já na primeira metade do século XIX, como um importante espaço público em torno do qual se inicia um pequeno comércio, primeiramente em função dos tropeiros, e posteriormente das indústrias que ali se instalavam. Seu nome se deve a uma capelinha, chamada Capela de Santa Cruz, construída em taipa, por escravos, sendo que, por volta de 1814 surgem em suas imediações as primeiras residências.
O Largo de Santa Cruz situava-se em uma das principais entradas da cidade, denominada "caminho dos pousos", pois ali os tropeiros e viajantes se refaziam de suas longas viagens em direção a Goiás. Foi no Largo de Santa Cruz que se construiu a primeira forca da cidade, em 1835, o que lhe deu a alcunha de "Largo da Forca". No auge da economia cafeeira a principal festa profana da cidade era o Carnaval, cujo primeiro registro em Campinas data de 1857. No Largo de Santa Cruz os blocos, cordões e carros alegóricos se reuniam para sair em direção ao centro da cidade, passando pelas principais ruas, indo até o Largo da Matriz Velha e o Largo do Teatro, e daí retornando ao Largo da Matriz.
Praça 23 de outubro, s/nº - Jardim Chapadão
Agendamento para visitas: (19) 3735-5065 / (19) 3735-5173
Horário de funcionamento: Sábados e domingos das 16h às 20h
O "Castelo d´água", inicialmente assim chamado, foi criado para abastecer os bairros que se formavam na região norte. A torre de 27 metros de altura foi erguida em um dos extremos da triangulação geodésica, ponto estratégico para o desenvolvimento urbano da cidade definida pelo Plano de Melhoramentos de Campinas, conhecido como Plano Prestes Maia, de 1938. O prédio foi construído entre 1936 e 1940 com capacidade para 250 mil litros de água e com encanamentos de ferro fundido (importados da França) e seis janelas, de onde é possível ter uma visão em 360 graus da cidade. O terreno escolhido para a construção foi a praça circular do Jardim Chapadão, de onde partia uma das avenidas centrais da nova cidade, a Andrade Neves.
Em 1972, a Torre foi reformada para abrigar uma sala circular e nova urbanização da praça. Em 1991, o prédio recebeu novas alterações para a instalação do Museu Histórico da Sanasa. Já em 1998, o edifício e a praça passaram por uma grande restauração para devolver as características do início da década de 1940. No ano de 2001 foi instalada em seu interior a Rádio Educativa de Campinas. Do alto da Torre do Castelo, podemos conhecer e compreender a cidade de maneira profunda, mergulhar na sua diversidade e aprender com a imensa riqueza cultural e histórica de Campinas. Dentro do Projeto "Conheça Campinas", a Torre está aberta ao público para visitas monitoradas, aos sábados e domingos.
Distritos de Sousas e Joaquim Egídio, núcleo Carlos Gomes, Jardim Monte Belo e Chácaras Gargantilha
A aprovação da lei nº 10.850, que criou a Área de Proteção Ambiental - APA Municipal, gerou mais um instrumento para a política ambiental do município. A lei tem como objetivos principais conservação do patrimônio natural, cultural e arquitetônico, a proteção dos rios Atibaia e Jaguari para abastecimento público e o controle da urbanização e das atividades agrícolas e industriais dos distritos de Sousas, Joaquim Egídio e do núcleo Carlos Gomes, Jardim Monte Belo e Chácaras Gargantilha, que compõem a APA.
Para Campinas, a APA é uma área de grande importância ambiental, por ser a maior produtora de água do município, demandando assim a garantia da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, da proteção de suas bacias para futuro abastecimento público e do controle das atividades agrícolas e industriais da região bem como da crescente urbanização.
Na APA também está a maior parte das matas naturais de Campinas. Atualmente, há somente 2% de Mata Atlântica remanescente no município e 60% delas estão na APA Municipal. Com aproximadamente 222 quilômetros quadrados de extensão, correspondentes a 27% da área total do município, a APA apresenta fauna e flora bem diversificadas: 250 espécies de aves, 68 de mamíferos, 45 de anfíbios e 40 de répteis. Nas matas é possível encontrar macacos, tatus, tucanos, maritacas, capivaras, sabiás, além de animais ameaçados de extinção como a jagüatirica, sussuarana, sagüi, lontra e paca Uma vegetação típica de ambientes rochosos, igualmente raríssima, também é encontrada na região.
O processo de estruturação da APA estabelece entre outras diretrizes a proteção da mata nativa e a recuperação das matas ciliares, prevenção de incêndios na zona rural, desenvolvimento de atividades agropecuárias condizentes com o equilíbrio natural, condicionamento de atividades de mineração a licenças ambientais prévias, estímulo a atividades turísticas não predatórias; adoção de políticas adequadas para futuros parcelamentos de solo e monitoramento daqueles já realizados bem como o desenvolvimento de programas adequados de manejo dos resíduos sólidos.
A lei de 07 de junho de 2001 estipula ainda a criação de um Conselho Gestor para garantir a participação autônoma e organizada da comunidade nas definições de políticas para o desenvolvimento sustentado na APA e também acompanhar a sua aplicação. Tendo a participação de representantes do Poder Executivo Municipal, da população e de organizações da sociedade civil, o Conselho foi criado pelo decreto 13.835, de 25 de janeiro de 2002.
Av. Theodoreto de Almeida Camargo, 1500 - Vila Nova
É uma reserva florestal que abriga o centro de experiências do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Possui no seu interior um nicho de rara beleza, que fornece informações fundamentais para a recuperação das áreas devastadas pela monocultura e outros fatores destrutivos da agricultura moderna. A mata é composta por aproximadamente uma centena de espécies de árvores, onde destacam-se os jequitibás branco e vermelho (alguns com mais de 100 anos), as perobas, as canelas, os guaritás, os jacacatiás e as cássias, entre outras. Existem também dezenas de espécies de aves e de mamíferos, além de diversas nascentes d'água que formam um riacho que corta a mata em toda a sua extensão. A área foi tombada pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas) em 1.991.
Rodovia Campinas - Paulínia (SP332)
A Reserva Florestal doada à cidade de Campinas é um resquício de Mata Atlântica composto por 660 espécies vegetais e 885 espécies animais, numa área de 251 hectares. Administrada pela fundação José Pedro de Oliveira, a Reserva Florestal de Santa Genebra foi declarada ARIE - Área de Relevante Interesse Ecológico pelo Governo Federal em 1985, tendo sido tombada em 1983 pelo Condephatt (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), e pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas) em 1992 tem acesso restrito a pesquisadores e à educação ambiental monitorada.
A Fundação desenvolve projetos visando a preservação da área e envolve a comunidade através da educação ambiental voltada para alunos das escolas da rede pública e privada, bem como instituições e entidades. Instalado em uma área de 3 mil metros quadrados, o Borboletário é um complexo composto por um viveiro de borboletas, uma casa de criação, um jardim e um pequeno viveiro de plantas utilizadas para a alimentação das lagartas, permitindo a criação e monitoramento das mais de 600 espécies existentes no local. Essa abundância é justificada pela biodiversidade existente na Reserva.
O Viveiro conta atualmente com mais de 3.000 mudas de espécies nativas e o projeto de reflorestamento desenvolve um trabalho de recuperação das áreas degradadas. As visitas monitoradas acontecem no último sábado de cada mês às 9h e às 10h30. A entrada é franca e é obrigatório o uso de calça comprida e calçado fechado.
Rua Marechal Deodoro, 1099 - Centro
De propriedade de Joaquim Policarpo Aranha, um dos cafeicultores mais prósperos do final do Império, dono das fazendas Chapadão, Dois Córregos, Bom Retiro e Atibaia, o luxuoso edifício foi concluído em 1883. Ivolete de Souza Aranha, única filha do Barão de Itapura, doou o prédio à Diocese de Campinas em 1952 que ali instalou a Universidade Católica de Campinas em 1955.
Obra do engenheiro Luis Pucci, o palacete sofreu modificações na obra original, com o fechamento e cobertura de dois terraços laterais no andar superior, além de reparos e adaptações para abrigar funções educacionais. Este patrimônio foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1983 e pelo CONDEPACC em 1988. Atualmente funciona neste edificio as faculdades de direito e pedagogia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Rua Regente Feijó, 859 - Centro
O Palácio dos Azulejos, residência de Joaquim Ferreira Penteado, o Barão de Itatiba, foi construído em taipa de pilão e tijolos, sendo sua fachada revestida com azulejos portugueses, em estilo neoclássico inovando o panorama da cidade. Sua construção em 1878 contou também com materiais importados como: mármores, tintas, lustres, e metais. O prédio doado pela família do Barão, em 1908, passa a abrigar a Prefeitura Municipal de Campinas e o Fórum da cidade até 1968. Em seguida passa para ao ser controlado pela SANASA.
Em 1967, o prédio obtém o reconhecimento federal, estadual e municipal, sendo tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e também pelos: Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT) e Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (CONDEPACC). Na década de 90, instala-se no edifício a Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural, o Arquivo Histórico e o Museu da Imagem e do Som. Atualmente, o Palácio dos Azulejos está sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em processo de restauro. O edifício abriga o MIS - Museu da Imagem e do Som.
Nossa Senhora da Conceição
Praça José Bonifácio/Convívio
Telefone/fax: (19) 3231-2085 / (19) 3234-4933
Horário de funcionamento: diariamente das 08h às 18h
A construção da catedral teve início em 6/10/1807, estendendo-se por mais de setenta anos até sua inauguração em 8/12/1883. O grande porte da construção já sugeria as pretensões de crescimento da Vila de São Carlos (1797/1842), sendo instaurada as fundações em um terreno mais distante do Largo da Matriz Velha (atual área da Basílica do Carmo) para onde se projetava o crescimento da Vila, no início do século XIX. Ao longo dos 76 anos de construção, a nova Matriz receberia ornamentações em cedro vermelho (disponíveis em terrenos próximos) trabalhado em estilo barroco brasileiro pelo artista baiano Vitoriano dos Anjos (entre outros).
Com estruturas feitas de taipa (técnica construtiva em barro, de tradição centenária em São Paulo), a Igreja, no entanto, apresentaria problemas para a conclusão da fachada, só tornando-se possível o acabamento com a intervenção do engenheiro Dr. Francisco de Paula Ramos de Azevedo que, a partir do projeto do arquiteto Cristóvan Bonini, edificaria nova estrutura de tijolos, capaz de sustentar os “apliques” decorativos. Seguindo o projeto de Bonini, foram criados três planos decorativos em estilo clássico. O primeiro se compunha de colunas de inspiração jônica e uma parte central saliente coroada por um frontão triangular e uma série de quadros em relevo com a gravação das principais datas históricas do templo. O segundo plano seria composto por duas janelas em arcada, de inspiração coríntia, e um grande relógio. O terceiro plano seria assentado em uma base quadrada com uma pirâmide de coroamento, esfera e cruz de ferro.
Por fim, em 1923 a Catedral passou por novas reformas que criaram, entre outras intervenções, uma cúpula de cimento capaz de sustentar uma imagem da Virgem Maria, em lugar de um pequeno zimbório de vidros coloridos. No interior do edifício encontramos ainda, uma movelaria antiga composta de peças trabalhadas em madeiras, cadeiras austríacas, trono episcopal, crucifixo, lustres, candelabros de prata, órgão (de 100 anos), sacristia, relógio de parede e 4 sinos (em torre com mais de 100 anos). Também encontramos em seu interior o Museu de Arte Sacra da Irmandade do Santíssimo Sacramento, museu criado por Dom Paulo de Tarso Campos em 1.967, e composto de 576 peças entre pinturas, esculturas, medalhas e móveis dos séculos XVIII a XX. Faz parte do acervo uma biblioteca com obras raras, partituras musicais, coleções de jornais antigos e cartas pastorais dos bispos campineiros e paulistas a partir de peças recolhidas na arquidiocese e doadas da coleção de Dom Paulo de Tarso. A chamada “Matriz Nova”, atual Catedral Metropolitana, foi tombada pelo CONDEPHAAT em 1981 e pelo CONDEPACC em 1988.
Rua Regente Feijó, 1087 - Centro
O prédio em estilo neo renascimento italiano, projeto atribuído ao Engenheiro Francisco Ramos de Azevedo, foi construído em 1894 para abrigar a família do Barão de Ataliba Nogueira. Após perder sua função residencial, o prédio passa por modificações na primeira metade do século XX, para abrigar o Hotel Victória. Correndo o risco de ser demolido, o edifício foi tombado pelo CONDEPACC em 1990. No ano seguinte, após nova reforma, instalou-se ali o Centro Cultural Victória, marcando importante fase na cultura campineira. Hoje o espaço abriga o Centro Cultural Evolução.
Praça Marechal Floriano Peixoto, s/n
UMA PARCELA DO COMPLEXO FERROVIÁRIO DE CAMPINAS...
A instalação de diferentes companhias férreas em Campinas, a partir de 1868, trouxe para a cidade uma outra dinâmica e sentido históricos. Através das Companhias Paulista (1868), Mogiana (1872), Ramal Férreo (1889), Funilense (1890) e Sorocabana (1921), Campinas consolidou o papel já centenário de "entroncamento" viário, transformando a cidade em um novo espaço de comércio, produção e serviços no interior da Província e, depois, do Estado de São Paulo. A região da chamada "Estação da Paulista" (criada entre as décadas de 1870 e 1920) centralizava um conjunto diversificado de serviços e instituições (hospitalares, escolares, fabris, comerciais e de serviços) que, no curso de um século, prestou-se a atender uma ampla população regional que utilizava o trem como seu principal meio de transporte.
A região da Estação constituiu-se, também, em palco de lutas sociais, integrando-se a um processo mais amplo de reivindicações, tensões e conquistas de direitos pelos trabalhadores de Campinas. Os ferroviários constituíram-se em uma das categorias mais combativas da cidade, alcançando seus movimentos uma projeção nacional. É célebre o episódio da "Porteira da Capivara" (1917), momento em que os ferroviários enfrentaram a força da repressão policial. A partir da década de 1950, as mudanças operadas na área de transporte começaram a transferir para o setor rodoviário o papel até então desempenhado pela ferrovia. No início da década de 1970, as antigas estradas de ferro paulistas foram incorporadas à FEPASA e, no curso da década de 1980, a malha ferroviária começou a ser concessionada. No caso de Campinas, a FEPASA manteve o transporte de passageiros até o ano de 2000, vivendo-se desde então um processo de reestruturação e desativação de serviços que colocou em risco a própria sobrevivência do conjunto histórico e arquitetônico do complexo.
No mesmo período, ganhou forma um movimento mais sistemático pela preservação do patrimônio histórico da cidade. Conduzido inicialmente pelo grupo "Febre Amarela" , este movimento contribuiu de maneira decisiva para a criação do CONDEPACC e, em 1990, para o tombamento pelo mesmo conselho de grande parte do Complexo Ferroviário. O arquiteto Antônio da Costa Santos foi um dos protagonistas deste movimento. Eleito Prefeito de Campinas, consolidou a "Estação da Paulista" e o complexo ferroviário como área de utilidade pública, impedindo a fragmentação do patrimônio por leilão. Esta ação foi reforçada pelo ato simbólico de reativar o relógio da Estação, com o apoio da Associação Comercial e Industrial Campinas, em 11 de agosto de 2001. Em 2002, na gestão da Prefeita Izalene Tiene, o Complexo Ferroviário passou a abrigar a "Estação Cultura". Em 2003, tiveram início as obras do Centro Profissionalizante Antonio da Costa Santos (Ceprocamp).
O PÁTIO DA "PAULISTA" E SUAS DIFERENTES FERROVIAS
O pátio da "Estação da Paulista" desempenhou o papel de entroncamento viário de diferentes companhias. Da "Estação da Paulista" partiam ou se uniam as empresas Mogiana (1872/1971), Ramal Férreo Campineiro (1889/1911) e Sorocabana (1921/1971), articulando mais de uma centena de linhas férreas capazes de receber, armazenar e fazer escoar milhões de sacas de café, gêneros de abastecimento, maquinarias, artigos de consumo e passageiros em trânsito entre a "capital" e o "interior" de São Paulo. A Companhia Paulista de Estradas de Ferro (1868/1971) fora criada, originalmente, para escoar o café da região de Campinas para a cidade de Jundiaí (e daí, para o porto de Santos), inaugurando-se um sistema que em pouco tempo substituiria o transporte realizado por animais.
Na proporção em que a "marcha do café" caminhou para o oeste, a ferrovia acompanhou a estruturação e expansão do complexo cafeicultor, estendendo os seus trilhos por mais de 900 km de linha tronco (sentido Rio Claro e São Carlos) e por cerca de 1200 km de ramais que faziam chegar às porções longínquas do Estado, os trabalhadores, as tecnologias, os serviços e alimentos essenciais à dinâmica cafeeira. Para tanto, a Companhia Paulista instalou a partir da década de 1870 em Campinas, os seus primeiros escritórios, casas de carros e vagões, depósitos de locomotivas, marcenaria, carpintaria e armazéns (de café, de produtos secos e de mercadorias), que em parte foram transferidos para Jundiaí em 1891 (oficinas de locomotivas) e em 1892 para Rio Claro (casas de carros e de vagões).
NAS PROXIMIDADES DO PÁTIO DA PAULISTA, O PÁTIO DA "MOGIANA"
Nas imediações das edificações e trilhos da Paulista, instalou-se também a segunda grande ferrovia campineira: a Mogiana (1872/1971). A companhia criou nesta área o seu complexo ferroviário fabril, um conjunto de edifícios, trilhos e ponte erguido a partir da década de 1870 e que se compunha de: casa de carros e vagões, marcenaria, serralheria, carpintaria, oficinas de locomotivas, oficinas de carros e vagões, fundição, rotunda, almoxarifado, administração, restaurantes, pagadoria, alguns armazéns (de café, de secos), posto telegráfico e carvoaria. Na "Estação Guanabara", reuniam-se os demais equipamentos desta Companhia, como a pesagem de vagões, os armazéns (de café, de secos, de molhados, de produtos em geral, de mercadorias), o embarcadouro e guarda de animais e a marcenaria de manutenção de vagões.
Esta Companhia trazia uma história diferente de constituição. Ela fora criada para fazer escoar o café da região de Mogi Mirim/Mogi Guaçú para a cidade de Campinas, ganhando forma uma rede de transporte que a tornou conhecida como ferrovia "cata café" ou "ferrovia dos ramais", em função dos seus 2200 km de ramais e 650 km de linha tronco (sentido Casa Branca, Ribeirão Preto, Franca, Uberaba e Araguari/MG). Em uma parte destas instalações, funcionou também o Ramal Férreo Campineiro (1889/1911), estrada de ferro com 33 km de trilhos, que partia da Estação da Paulista para atingir o Distrito de Sousas.
Localizado entre as ruas Cônego Cipião, Duque de Caxias, Irmã Serafina e Boaventura do Amaral, na região do centro tradicional da cidade, o Largo São Benedito é testemunho das inúmeras transformações históricas, sociais e culturais pelas quais Campinas passou ao longo do tempo. Entre 1753 e 1774, o atual Largo São Benedito abrigou o Cemitério Bento do bairro rural do Mato Grosso. Nesse período, nos primórdios da formação de Campinas, este era apenas um povoado, marcado pela agricultura de subsistência. Era uma das inúmeras unidades auto-suficientes, dotadas de sociabilidade própria, que se achavam disseminadas pelo "sertão" paulista, sendo formado por moradias rurais - ranchos, sítios, fazendas - interligadas por caminhos, picadas e picadões.
A partir de 1774 (momento em que o bairro rural é elevado à condição de Freguesia), Campinas ganha uma nova dinâmica econômica, marcada pela passagem da agricultura de subsistência ao latifúndio monocultor e agro-exportador. Na esteira dessas transformações, o antigo cemitério foi renomeado como "Cemitério dos Cativos", passando a receber escravos das fazendas, primeiro de açúcar e depois de café, até 1848. A partir de 1848 passa a se chamar "Campo da Alegria" e a abrigar a forca, então transferida do Largo Santa Cruz. O Largo São Benedito transforma-se em logradouro público no ano de 1913, quando é ajardinado e arborizado. Contando com 17.040 metros quadrados, o Largo São Benedito era conhecido popularmente como "Jardim São Benedito", muito embora sua denominação oficial fosse, até 1982, "Praça D. Pedro II". Em 1982 a Câmara Municipal altera sua denominação para Praça Prof. Sílvia Simões Magro.
Rua Culto à Ciência, nº 422 - Botafogo
O Colégio inaugurado em 12 de outubro de 1874 foi constituído através de uma associação civil sem fins lucrativos. Inicialmente a escola possuía um único bloco em dois pavimentos, com 4 salas de aula, ambientes administrativos, sanitários e biblioteca, sendo ampliado a partir de 1895 após a dissolução da associação que a mantinha, transformando-se em Ginásio de Campinas. Sua inauguração oficial ocorreu em julho de 1897, tendo sido o primeiro instituto oficial de ensino secundário de Campinas e o segundo do Estado. Vários blocos foram sendo construídos em épocas distintas, para atender as necessidades da escola. Atualmente a edificação possui 5.800,00 m² de área construída. O edifício desta importante e histórica escola foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1988 e pelo CONDEPACC em 1992.
Rua Cônego Cipião, 802 - Centro
A Creche Bento Quirino, foi inaugurada em 1916, sendo a mais antiga entidade assistencial de Campinas. Foi construída em terreno doado pela Câmara, ao lado da Igreja São Benedito, na área que fazia parte do antigo Cemitério dos Cativos (escravos). Através dos anos, a creche passou por amplas reformas com o objetivo principal de atender maior número de crianças carentes. Eclético em sua arquitetura, o prédio possui características art-nouveau em sua ornamentação de ferro, nas curvas do portão, no revestimento da fachada, assim como nos elementos florais decorativos e janelas tri-partides. A creche foi tombada em 1994 e atualmente atende, em média, 250 crianças carentes, de 2 a 11 anos, com extensa lista de espera.
Antigo Primeiro Grupo Escolar de Campinas
Avenida Moraes Salles, nº 988 - Centro
"Realizou-se Domingo, a sessão solene de inauguração das instalações do Grupo Escolar desta cidade. Apesar do mau tempo, enorme concorrência aflui ao elegante palacete do Largo Riachuelo e isto prova a boa vontade de Campinas, o seu entusiasmo por tudo que se prende à educação da mocidade" Diário de Campinas, 09/02/1897. O 1º Grupo Escolar passou a chamar-se Grupo Escolar "Francisco Glicério" em 1917, homenagem ao político campineiro republicano morto no Rio de Janeiro em 1916, passando a funcionar como ginásio somente em 1971, função que mantém até hoje.
No local havia um jardim fronteiro, denominado Largo Riachuelo, isolando-se da via pública. Com o alargamento da avenida Moraes Salles, no início da década de 50, a praça foi demolida. Segundo alguns documentos, o 1º Grupo Escolar foi construído por Ramos de Azevedo e apesar de ter passado por uma série de ampliações, para aumentar o número de salas de aula, conserva as mesmas características da época da construção. O prédio caracteriza-se por uma arquitetura eclética, apresentando características neo-renascentistas, com forte predominância neo-gótica demonstrados em suas ogivas, frontão, elementos decorativos, trabalhos em ferro, pináculos, etc. O prédio foi totalmente restaurado em 1994 e tombado pelo CONDEPACC no mesmo ano.
Antigo Clube Campineiro
Rua Antonio Pompeu, s/nº - Centro
Em sua "Campinas recordações" o historiador Amaral Lapa nos conta que, por volta de 1870, no local onde hoje está localizada a Delegacia de Polícia, na Avenida Andrade Neves, existia uma raia, onde realizavam-se corridas de cavalos, muito disputadas. Anos depois, foi fundado um hipódromo denominado Sociedade Campineira Club de Corridas, com sede urbana no antigo solar do Visconde de Indaiatuba e sede esportiva, no prado Bonfim. Dificuldades financeiras levaram seus dirigentes, em 1891, a separarem a sede urbana da sede esportiva. Surgiram assim, dois novos clubes: o Jóquei Clube de Campinas(ou Clube de Corridas) e o Clube Campineiro, que permaneceu no antigo solar do Visconde de Indaiatuba.
Em 1925 inauguraram o sede da Praça Antonio Pompeu. O prédio, com fachadas e decoração interior inspirados nos palacetes franceses do final do século XVIII, da zona urbana parisiense, segue uma linha muito em voga nos anos 20, utilizada na capital paulista para pequenos edifícios. No andar térreo, o destaque fica por conta do elevador todo em ferro e dourado, funcionando desde a época em que o edifício foi inaugurado. Recebeu através dos anos muita gente em suas badaladas programações: recitais de piano, violino e canto, declamações e grandes festas carnavalescas, no melhor estilo da época. Em 1958, envolvida novamente em grandes problemas econômicos, a sociedade do Clube Campineiro une-se outra vez ao Jóquei Clube de Campinas, formando nova sociedade com a denominação de Joquei Clube Campineiro. O edifício foi tombado pelo CONDEPACC em 1994.
Localizado na Praça Carlos Botelho, na região central de Campinas, o Mercado Municipal, mais conhecido como “Mercadão”, foi inaugurado em 12 de abril de 1908 pelo prefeito Orozimbo Maia. Pelo local passava na época a antiga estrada de ferro funilense, transportando sacas de açúcar mascavo, fardos de arroz e feijão, entre outros produtos. A área funcionava também, como depósito de açúcar que era destinado ao Porto de Santos. A cidade possuía então 35 mil habitantes e 5 mil edifícios. Entre as décadas de 30 e 60, o Mercado foi um espaço onde intelectuais, políticos e jornalistas da cidade se encontravam para grandes conversas.
Obra do arquiteto Ramos de Azevedo, por motivo de deterioração e segurança o prédio sofreu algumas modificações, mas manteve suas características originais. Foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1983 e pelo CONDEPACC em 1996. Com quase um século de história, o Mercado hoje abriga 143 boxes com uma grande variedade de produtos. Por ali passam diariamente uma média de 1,5 mil pessoas. Característica marcante entre os comerciantes locais é a tradição de permanência familiar dos boxes ao longo dos anos. O Bar do Pachola destaca-se entre os bares de tradição da cidade. O Mercado é administrado Pela SETEC - Serviços Técnicos Gerais, da Prefeitura Municipal de Campinas.
Praça Dr. Toffoll, nº 28 - Centro
O Circolo Italiani Uniti, hoje Casa de Saúde Campinas, foi fundado em 1881, pelo comerciante italiano Attilio Bucci e alguns companheiros, com a finalidade de oferecer aos conterrâneos mais pobres mais lazer, educação e assistência médica. Com projeto dos engenheiros Samuele Malfatti e Francisco de Paula Ramos de Azevedo , a sociedade italiana inaugurou seu salão nobre e quatro salas no dia 02 de maio de 1886 para desenvolver os estudos em lingua italiana para mais mais de 100 alunos.
Durante o período de febre amarela, o presidente da Câmara Municipal , Sr. Josè Paulino Nogueira manda providenciar enfermarias muniicpais no intuito de acudir aos que caiam doentes. O Circolo Italiani, num ato de solidariedade, transformou-se em enfermaria improvisada. Após o fim da febre amarela a escola continuou a funcionar até que em outubro de 1918 a cidade foi assolada pela epidemia de gripe espanhola, transformando novamente o edifício em enfermaria, o que fez com que dois de seus mais importantes líderes, Sr. Irineo Checchia e Mário Gatti iniciassem as obras definitivas para a implantação do Hospital, finalizando em 1920 as atividades escolares.
A diretoria passou então a comprar terrenos próximos ao hospital e em 1924, foram inauguradas as duas alas superiores do hospital. Foi durante o período de perseguições aos italianos radicados no Brasil, por conta da 2ª guerra mundial que o Circolo Italiani Uniti perdeu seu nome intitulando-se finalmente Casa de Saúde Campinas. Da antiga construção pouco se aproveitou, o prédio atual apresenta porões altos, com ornamentação típica do neo renascimento. Apesar da imponência do edifício, o mesmo possui uma leveza e uma elegância em sua construção, dificilmente encontrada nos prédios de grande porte. O edifício foi tombado pelo CONDEPACC em 1997.
Avenida Anchieta, nº 60 - Centro
Criada em 1903 como Escola Complementar, período em que crescia de maneira assustadora o número de analfabetos em Campinas, tornou-se Escola Normal, como é conhecida popularmente até os dias de hoje, a partir do lançamento da pedra fundamental em 1919 em terreno que havia sido previamente ocupado pelo antigo Mercado e Desinfectório Municipal. A Escola Normal de Campinas formou uma infinidade de professores, disseminados pelos quatro cantos do Estado, muitos deles ocupando importantes cargos na vida pública.
O edifício inaugurado em 14 de abril de 1924, sob projeto do arquiteto César Marchisio, é marcado pelo ecletismo predominante na arquitetura do início do século passado. Em estilo neo renascentista, utiliza uma série de elementos decorativos e de composição, além de alguns ornamentos como o relógio e o gradil da entrada principal. Em 19 de maio de 1936 a escola Normal passa a designar-se Escola Normal "Carlos Gomes", em homenagem ao centenário do nascimento do maestro e compositor. O prédio foi tombado pelo CONDEPHAAT, em maio de 1982 e pelo CONDEPACC em abril 1997.
Praça Bento Quirino - Centro
Estátua em bronze sobre pedestal de granito cinza. Obra do escultor Amadeu Zeni, executada no Liceu de Artes e Ofício de São Paulo. Inaugurado em 18 de abril de 1918 no saguão do antigo Instituto Profissional Bento Quirino, hoje denominado Escola Profissional Bento Quirino, edifício atualmente ocupado pelo Colégio Técnico da Unicamp e depois transferido para a praça em seu nome, em 18 de abril de 1937, quando do centenário de seu nascimento. Bento Quirino dos Santos nasceu e morreu em Campinas. Comerciante abastado, prestou relevantes serviços à população por ocasião da epidemia de febre amarela, no final do século XIX. Presidente da Cia Mogiana de Estrada de Ferro.
Filantropo, colaborou na fundação da Santa Casa de Misericórdia de Campinas, da qual foi provedor e grande benemérito. Fundou e presidiu a Cia Campineira de Águas e Esgotos e a Cia Campineira de Iluminação à Gás. Abolicionista, republicano, foi delegado de polícia de Campinas após a proclamação da República. Participou da Convenção Republicana de Itú em 1873. Juiz de Paz em Campinas. Vereador à Câmara Municipal e co-fundador do Clube Semanal de Cultura Artística.
Praça Antônio Pompeo - Centro
Monumento-túmulo de granito ostentando em corpo inteiro a estátua em bronze do maestro, que se apresenta em atitude de regente de orquestra. Na base, uma figura de mulher, também em bronze, representa a cidade de Campinas. Obra do escultor Rodolfo Bernadelli. Antônio Carlos Gomes nasceu em Campinas em 11 de julho de 1836. Filho e irmão de maestros, desde cedo revelou seus pendores musicais. Estimulado e amparado pelo Imperador D. Pedro II, frequentou o Conservatório Musical do Rio de Janeiro. Em 1861 regeu sua primeira ópera "A Noite do Castelo". Ainda no Rio de Janeiro compôs a sua segunda ópera, "Joana de Flandres" (1863), obtendo então, uma bolsa para estudar na Itália.
Diplomou-se como maestro-compositor no Conservatório de Milão em 1866. Alcançou o ápice da carreira artística com sua ópera "o Guarani", levada à cena no teatro Scala de Milão, em 1870. Escreveu ainda notáveis peças musicais, como as óperas "Fosca" (1873), "Salvador Rosa" (1874), "Maria Tudor" (1878), "O Escravo" (1.889), "Condor" (1891) e o poema "Colombo" (1892). Ë considerado o maior gênio musical das Américas. Morreu em Belém do Pará em 16 de setembro de 1.896, sendo seu corpo conduzido para Campinas e aqui enterrado em seu monumento-túmulo em 2 de julho de 1905.
Oferecendo abrigo para os restos mortais de moradores de Campinas desde o final do século 19, o Cemitério da Saudade não é apenas um repositório de recordações, tristeza e fé. Tombado como patrimônio cultural da cidade em novembro de 2003, o cemitério lista um acervo de pequenas e grandes obras, expressivas das representações que a arte produziu durante uma década como ideal religioso em torno da morte. São jazigos e capelas adornados por estátuas forjadas em material nobre, concebidas geralmente dentro de um academicismo refinado, que têm nas mãos do escultor Lélio Colluccini seu principal realizador.
Primeiro cemitério público do País, o Cemitério da Saudade incorporou em 1881, ano de sua inauguração, os quatro cemitérios então existentes na cidade, todos propriedades particulares. Eram eles: o Cemitério do Santíssimo, destinado aos brancos católicos da cidade; o Cemitério São Miguel e Almas, para os negros católicos; o Cemitério dos Protestantes, e um outro, sem nome, onde se enterravam as vítimas da febre amarela. Os restos dos negros não católicos iam para o chamado Campo da Alegria, de cenário muito simples: apenas um repositório necessário para o corpo, já que a alma buscaria seu conforto ao retornar imediatamente para África-mãe.
Foi o campineiro Ferreira Penteado quem doou parte de suas terras para a construção do novo campo. As terras foram meticulosamente loteadas para que o novo cemitério pudesse manter na morte a segmentação social que determinou a sorte dos vivos. E os quatro cemitérios reproduziram seus enunciamentos sociais no novo espaço. Os políticos, os barões do café e os comerciantes tiveram seus corpos sepultados no trajeto da alameda central, caminho que, da entrada imponente do cemitério, conduz até a única capela do local, não menos sofisticada. Ela também foi doada por Ferreira Penteado que embutiu na construção o maior mausoléu do cemitério, onde jaz seu corpo. Coube aos outros campineiros mais pobres, subalternos ou não católicos, o destino de sepulturas simples e lineares para acomodação de seus restos mortais, localizadas em áreas longínquas ao eixo central.
Para percorrer os caminhos silenciosos da Saudade, guiado por essa perspectiva histórica, é importante perceber especificidades, como a estrutura urbanística rara para a planificação de cemitérios, que dividiu o espaço em eixos, semelhante ao traçado de uma cidade planejada. Nesse passo, o observador vai perceber também os sinais das 19 ampliações que o cemitério sofreu a partir da década de 30 até os anos 60; atrativos que se integram aos bens tombados. São eles: o pórtico da entrada e os muros laterais, concebidos por Ramos de Azevedo; o cruzeiro de 1915, doado pela primeira fundição da cidade, a Cia MacHardy; o Monumento túmulo ao Soldado, com referência à participação paulista na Revolução Constitucionalista de 32 - obra do escultor Marcelino Vélez; o prédio da Administração, antigo necrotério, construído em 1889 por Ramos de Azevedo; o eixo principal, seu piso e suas palmeiras; a Capela edificada por Ferreira Penteado e as outras oito capelas - túmulos de antigos barões do café; o ossário, obra de Ricardo Badaró; além do campo de Exu, destinado a rituais religiosos.
Rodovia Don Pedro I, km 136 - CEP 13086-900 - Campinas - SP
Tel: (19) 3756-7245 / Fax: (19) 3756-7242
e-mail: museu@puc-campinas.edu.br
site: http://www.puc-campinas.edu.br
Horário de funcionamento: de 2ª a 6ª das 08h às 12h e das 13h às 17h
O museu da PUCC data de 16/01/1985. Com uma história construída a partir da pesquisa científica formou-se um acervo de fundamental importância pelo seu volume, datação e diversidade, incluindo etnografia indígena, etnologia, cultura popular, rizicultura do Japão no século XVI, cultura afro-brasileira. Impossibilitado temporariamente de receber visitação pública, o museu disponibilizou ao público escolar e outros segmentos da sociedade exposições itinerantes, projetos e fórum de participação científica-popular.
Rua Bernardino de Campos, 989 - Centro
Fone: (19) 3231-2567
Seu acervo reune objetos pessoais, peças diversas, o piano e instrumentos do compositor Carlos Gomes, que projetou Campinas, no cenário mundial. Tem coma finalidade preservar a vida e a obra da família, que deu início ao ensino da mùsica na cidade. Guarda inúmeras partituras de Manoel Carlos e Santana Gomes, respectivamente pai e irmão do referido músico.
Praça José Bonifácio, s/nº - Centro
Agendamento pelo telefone: (19) 3231-2085
O museu foi fundado por Dom Paulo de Tarso Campos em 1967, a partir de peças recolhidas na arquidiocese e doadas de sua própria coleção. Seu acervo é formado por 576 peças entre pinturas, esculturas, medalhas e móveis dos séculos XVIII a XX. Faz parte do acervo uma biblioteca com obras raras, partituras musicais, coleções de jornais antigos e cartas pastorais dos bispos campineiros e paulistas.
Serra das Cabras, s/nº - Distrito de Joaquim Egídio
Telefone: (19) 3298-6566
Correspondência: Rua José Inácio, 14, Centro - CEP 13108-006 - Distrito de Joaquim Egídio
Horário de funcionamento: domingo das 17 às 21h (aberto ao público)
O atendimento às escolas é realizado mediante prévio agendamento, de 2ª a 6ª a partir das 16h.
O Observatório Municipal de Campinas, equipamento da Secretaria Municipal de Cultura, Esportes e Turismo, foi inaugurado em 15 de janeiro de 1977, sendo o primeiro no gênero a ser implantado no País. Além das atividades de pesquisa e observacional inerentes a um observatório astronômico, desenvolve ações voltadas para o processo de divulgação com o público em geral e educativa, atendendo estudantes de todos os níveis. No ano de 2002, o Observatório completou 25 anos e, em agosto, foi contemplado pelo Centro Temático de Campinas (CTC) com o Carimbo Comemorativo ao Jubileu de Prata, na Presidência do Senhor José Marques Barbosa e também com um jogo de quatro cartões para colecionadores com a imagem do Observatório, desenvolvido pelo engenheiro Nelson Bardini, inventor do tipo de cartão telefônico existente no Brasil. O carimbo foi lançado pelos Correios e Telégrafos e hoje se encontra no Museu Postal em Brasília.
Em 1992, ao seu nome foi acrescentado Jean Nicolini (1922-1991), em memória ao grande entusiasta da divulgação da ciência astronômica no Brasil e fundador da sociedade civil Observatório do Capricórnio, entidade parceira que utiliza o espaço físico do Observatório Municipal para atuação conjunta. O Observatório está localizado na seguinte posição geográfica:
Latitude: -22º53’200”S
Longitude: 47º04’39” W
Altitude: 1050m
Acervo
O Observatório possui mobiliários e instrumental do poder público. No que diz respeito ao instrumental, seu maior telescópio e o primeiro a ser instalado no Observatório, é o telescópio americano refletor de 600mm de abertura Marca Group 137, modelo Cassegrain. Um telescópio Newtoniano Mead de 250mm. Acervo de doação astronômico Alfredo Leal Viera da Costa: uma luneta inglesa, objetiva de 70mm de abertura, marca Troughton & Simms, com uma caixa com oculares e acessórios; uma luneta alemã, marca Carl Zeiss, objetiva de 110mm abertura, com tripé de campanha dobrável com movimentos lentos horizontal e vertical, com diversas oculares e acessórios.
A par disto cabe mencionar dois grandes instrumentos do Governo Federal sob nossa responsabilidade para uso: um Astrógrafo Carl Zeiss, 400/2000mm, o maior do país e o telescópio refletor Carl Zeiss de 500 mm de abertura, modelo Cassegrain. Exemplares de livros, revistas e boletins astronômicos Recortes de jornais e fotografias (nada catalogado) da história e memória do observatório.
Av. Anchieta - Largo das Andorinhas - Centro
Concebido pelo escultor Lélio Coluccini, para situar-se no antigo Largo das Andorinhas. Executado em concreto aparente, possui em sua parte frontal uma figura coroada de mulher em bronze, segurando o brasão de Campinas. A figura representa a "Princesa do Oeste", que tem o coração aberto a quantos procurarem a cidade e a todos os seus filhos. O pilar básico possui a data de fundação da cidade em sua base e a do bicentenário em seu cimo, em bronze.
Início da Av. Campos Sales - Centro
Grande monumento de granito cinza com colunas simbólicas e figuras em bronze representando algumas características do governo do homenageado, isto é, a harmonia, o crédito e a abundância. Há também, alegorias representando a lei, o trabalho e a vitória da República. Bem na frente está a figura em bronze de Campos Sales, em atitude que lhe era peculiar. Obra executada pelo escultor, Iolando Mallozi. Inaugurado em 8 de agosto de 1934 na praça Visconde de Indaiatuba (Largo do Rosário), sendo posteriormente o monumento daí removido para o início da Avenida Campos Sales. Manoel Ferraz de Campos Sales nasceu em Campinas em 13 de fevereiro de 1841. Foi advogado, jornalista, vereador à Câmara Municipal de Campinas. Participou ativamente da propaganda Republicana e foi deputado provincial, deputado geral, abolicionista, Ministro da Justiça do governo Provisório Republicano e Presidente da República no quatriênio 1898-1902, destacando-se como restaurador das finanças nacionais.
Largo do Rosário
Obra do escultor Lélio Coluccini. Oito blocos disposto em ligeiro semi-círculo, todos em granito cinza, traduzindo a homenagem da cidade ao fundador Barreto Leme e a colaboradores na fundação de Campinas. Inaugurado em 15 de dezembro de 1957.
Palácio dos Jequitibás, Av. Anchieta, 200 - Centro
Grupo de andorinhas em pleno vôo, em bronze sobre granito, executado pelo escultor Lélio Coluccini e terminado em 1957. As andorinhas constituíam, com sua chegada ao entardecer, o majerstoso espetáculo, que atraía grande público, deu o título de "Cidade das Andorinhas" à Campinas.
Lago do Café. Av. Heitor Penteado, 2145 - Taquaral (ao lado do Parque Portugal)
Telefone: (19) 3256-1800 / (19) 3256-1021
O serviço de arquivo como esfera institucionalizada de atividade existe na Prefeitura Municipal de Campinas desde 1933, a partir da criação da Repartição de Estatística, Divulgação e Arquivo. A atual Coordenadoria Setorial de Arquivo Municipal foi criada em 1999, agrupando em um único órgão o antigo Arquivo Geral, criado na década de 1960, e o acervo documental histórico, que vinha sendo organizado de forma autônoma desde 1991.
O Arquivo Municipal é responsável pela guarda final de toda a documentação produzida e recebida pela Prefeitura Municipal de Campinas. Por meio do Setor de Arquivo Intermediário cuida da gestão de documentos que possuem valor legal e administrativo, de seu desarquivamento para atender às necessidades de informação de cidadãos e da própria administração, da eliminação de documentos através de procedimentos legais e da seleção para recolhimento permanente no Setor de Arquivo Histórico. O Setor de Arquivo Histórico, por sua vez, é responsável pela conservação dos documentos de valor permanente da administração municipal e pela disponibilidade de acesso público dos documentos de valor histórico.
Acervo
O acervo do Setor de Arquivo Histórico é formado na sua maioria por documentos produzidos e recebidos pela administração municipal Campinas no período republicano. O acervo do Setor de Arquivo Histórico, ainda está passando por um processamento técnico de organização, e estará disponível para a consulta pública, tanto para pesquisadores profissionais como para público em geral. No caso de documentos mais antigos e/ou mais danificados, o acesso está subordinado às normas de preservação física dos documentos. O acervo documental consiste nos seguintes grupos de documentos:
Correspondências e requerimentos: Correspondências de instituições e correspondências internas entre setores da administração e requerimentos de munícipes, dentre as quais se destacam as aprovações de edificações na cidade.
Coleção da legislação municipal: Leis, decretos e atos produzidos pela municipalidade de Campinas no exercício de suas funções.
Coleção de relatórios de Intendentes e Prefeitos: Relatórios anuais de Intendentes e Prefeitos apresentados à Câmara Municipal ou ao Departamento Administrativo estadual descrevendo pormenorizadamente as atividades desenvolvidas pela administração municipal.
Livros de registros: documentos compostos por livros de controle de contabilidade da municipalidade, registros de lançamento de impostos municipais como imposto territorial, imposto sobre o café, sobre indústrias e profissões, sobre capitalistas, sobre carne verde etc; diários escolares; copiadores; livros de porta da Câmara Municipal; registros de arruamento e emplacamento de casas; relatórios de fiscalização etc.